Matutinidade - vespertinidade, memória prospetiva e adesão à terapia endócrina em mulheres com cancro da mama
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Data
2025-09-29
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Idioma
Português
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Resumo
A adesão à terapia endócrina é fundamental para a eficácia do tratamento do cancro da
mama, mas pode ser influenciada por fatores individuais e contextuais. Este estudo teve
como objetivo caracterizar os padrões de adesão em sobreviventes de cancro da mama
portuguesas e analisar a relação entre cronótipo, memória prospetiva, estratégias
compensatórias, distress psicológico e adesão à medicação. A amostra incluiu 84
mulheres (M=47,9; DP=8,5; 28-64 anos de idade) em tratamento com terapia endócrina.
A avaliação do cronótipo, da memória prospetiva, do distress psicológico e da adesão
foi realizada através de medidas de autorrelato. Entre as participantes, 37% tomavam
tamoxifeno e 25,2% exemestano, verificando-se associação entre cronótipo e horário
da toma da medicação. Os resultados mostraram que o cronótipo não se associou
diretamente à adesão. Contudo, mulheres mais matutinas recorreram com maior
frequência a estratégias compensatórias externas, para gerir dificuldades de memória
prospetiva, que mediaram a relação entre grau de matutinidade-vespertinidade e
disciplina na toma. A adesão à terapia endócrina mostrou ser um fenómeno multifatorial.
Intervenções personalizadas que promovam o treino da memória prospetiva e o uso de
estratégias compensatórias, associadas à gestão do distress e à adaptação do horário
da medicação ao cronótipo, podem otimizar a adesão terapêutica.
Adherence to endocrine therapy is crucial for the effectiveness of breast cancer treatment but can be influenced by individual and contextual factors. This study aimed to characterise adherence patterns among Portuguese breast cancer survivors and to examine the relationship between chronotype, prospective memory, compensatory strategies, psychological distress, and medication adherence. The sample included 84 women (M = 47.9; SD = 8.5; age range 28–64) undergoing endocrine therapy. Chronotype, prospective memory, psychological distress, and adherence were assessed using self-report measures. Among participants, 37% were taking tamoxifen and 25.2% exemestane, with an association observed between chronotype and medication timing. Results showed that chronotype was not directly associated with adherence. However, women with a morning preference made more frequent use of external compensatory strategies to manage prospective memory difficulties, which mediated the relationship between morningness–eveningness and treatment discipline. Adherence to endocrine therapy emerged as a multifactorial phenomenon. Tailored interventions promoting prospective memory training and the use of compensatory strategies, combined with distress management and adjusting medication timing to chronotype, may optimise therapeutic adherence.
Adherence to endocrine therapy is crucial for the effectiveness of breast cancer treatment but can be influenced by individual and contextual factors. This study aimed to characterise adherence patterns among Portuguese breast cancer survivors and to examine the relationship between chronotype, prospective memory, compensatory strategies, psychological distress, and medication adherence. The sample included 84 women (M = 47.9; SD = 8.5; age range 28–64) undergoing endocrine therapy. Chronotype, prospective memory, psychological distress, and adherence were assessed using self-report measures. Among participants, 37% were taking tamoxifen and 25.2% exemestane, with an association observed between chronotype and medication timing. Results showed that chronotype was not directly associated with adherence. However, women with a morning preference made more frequent use of external compensatory strategies to manage prospective memory difficulties, which mediated the relationship between morningness–eveningness and treatment discipline. Adherence to endocrine therapy emerged as a multifactorial phenomenon. Tailored interventions promoting prospective memory training and the use of compensatory strategies, combined with distress management and adjusting medication timing to chronotype, may optimise therapeutic adherence.
Palavras-chave
Cancro da mama, Adesão terapêutica, Cronótipo, Memória prospetiva, Distress psicológico
Tipo de Documento
Dissertação de mestrado
Versão da Editora
Dataset
Citação
Leal, R. J. N. (2025). Matutinidade - vespertinidade, memória prospetiva e adesão à terapia endócrina em mulheres com cancro da mama [Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, Universidade Portucalense]. Repositório Institucional UPT. http://hdl.handle.net/11328/6680
Identificadores
TID
204194130
Designação
Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde
Tipo de Acesso
Acesso Aberto