Relação entre matutinidade-vespertinidade, queixas subjetivas de memória, ansiedade, depressão e stress
Date
2025-07-18
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Language
Portuguese
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Abstract
O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a matutinidade-vespertinidade (cronótipo), a qualidade do sono, as queixas subjetivas de memória e o distress (englobando ansiedade, depressão e stress) numa amostra da população adulta portuguesa. A investigação incluiu 382 participantes (M = 23.14, DP = 7.23; intervalo etário: 18–61 anos), maioritariamente estudantes universitários, que responderam a um protocolo online composto por instrumentos validados para avaliação das variáveis em estudo.
Os resultados indicaram que indivíduos com cronótipo vespertino apresentam pior qualidade do sono e níveis mais elevados de sintomas de ansiedade, depressão e queixas de memória, em comparação com os matutinos. A qualidade do sono mostrou-se fortemente associada aos indicadores de distress e às queixas subjetivas de memória.
A análise de mediação, utilizando um Modelo de Equações Estruturais (SEM), demonstrou um bom ajustamento aos dados (χ²(6) = 22.30, p = .001; χ²/gl = 3.72; CFI = .98; RMSEA = .084; SRMR = .030). Esta análise revelou um efeito indireto significativo do cronótipo nas queixas de memória, mediado sequencialmente pela qualidade do sono e pelo distress, um achado que elucida um mecanismo psicobiológico detalhado de como as predisposições cronobiológicas influenciam a saúde mental e o funcionamento cognitivo percebido. O modelo explicou uma proporção significativa da variância nas queixas subjetivas de memória.
Estes resultados reforçam a importância de se considerar o cronótipo e a qualidade do sono como fatores relevantes para a compreensão do funcionamento emocional e cognitivo, com implicações para o desenvolvimento de estratégias de intervenção personalizadas e a promoção do bem-estar psicológico.
The present study aimed to analyze the relationship between morningness-eveningness (chronotype), sleep quality, subjective memory complaints, and distress (encompassing anxiety, depression, and stress) in a sample of the Portuguese adult population. The investigation included 382 participants (M = 23.14, SD = 7.23; age range: 18–61 years), predominantly university students, who responded to an online protocol composed of validated instruments for assessing the variables under study. Results indicated that individuals with an evening chronotype exhibited poorer sleep quality and higher levels of anxiety, depression symptoms, and memory complaints compared to morning types. Sleep quality was strongly associated with distress indicators and subjective memory complaints. Mediation analysis, using a Structural Equation Model (SEM), demonstrated a good fit to the data (χ²(6) = 22.30, p = .001; χ2/df = 3.72; CFI = .98; RMSEA = .084; SRMR = .030). This analysis revealed a significant indirect effect of chronotype on memory complaints, sequentially mediated by sleep quality and distress, a finding that elucidates a detailed psychobiological mechanism of how chronobiological predispositions influence mental health and perceived cognitive functioning. The model explained a significant proportion of the variance in subjective memory complaints. These results reinforce the importance of considering chronotype and sleep quality as relevant factors for understanding emotional and cognitive functioning, with implications for the development of personalized intervention strategies and the promotion of psychological well-being.
The present study aimed to analyze the relationship between morningness-eveningness (chronotype), sleep quality, subjective memory complaints, and distress (encompassing anxiety, depression, and stress) in a sample of the Portuguese adult population. The investigation included 382 participants (M = 23.14, SD = 7.23; age range: 18–61 years), predominantly university students, who responded to an online protocol composed of validated instruments for assessing the variables under study. Results indicated that individuals with an evening chronotype exhibited poorer sleep quality and higher levels of anxiety, depression symptoms, and memory complaints compared to morning types. Sleep quality was strongly associated with distress indicators and subjective memory complaints. Mediation analysis, using a Structural Equation Model (SEM), demonstrated a good fit to the data (χ²(6) = 22.30, p = .001; χ2/df = 3.72; CFI = .98; RMSEA = .084; SRMR = .030). This analysis revealed a significant indirect effect of chronotype on memory complaints, sequentially mediated by sleep quality and distress, a finding that elucidates a detailed psychobiological mechanism of how chronobiological predispositions influence mental health and perceived cognitive functioning. The model explained a significant proportion of the variance in subjective memory complaints. These results reinforce the importance of considering chronotype and sleep quality as relevant factors for understanding emotional and cognitive functioning, with implications for the development of personalized intervention strategies and the promotion of psychological well-being.
Keywords
Matutinidade-vespertinidade, Cronótipo, Queixas subjetivas de memória, Distress, Qualidade do sono
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Lopes, M. A. M. (2025). Relação entre matutinidade-vespertinidade, queixas subjetivas de memória, ansiedade, depressão e stress [Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, Universidade Portucalense]. Repositório Institucional UPT. http://hdl.handle.net/11328/6523
Identifiers
TID
203982231
Designation
Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde
Access Type
Restricted Access