Inteligência artificial e “Fake News”

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2019

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Ediciones Egregius
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Portuguese

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Fake News, Inteligência artificial, Democracia, Liberdade de expressão

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Martinez de Campos, M., & Damas, R. M. (2019). Inteligência artificial e “Fake News”. In R. Mancinas-Chávez, & D. Moya López (Eds.), Comunicación emergente: Libro de resúmenes del IV Congreso Internacional Comunicación y Pensamiento (pp. 356-357). Ediciones Egregius. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/2940

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Ͷ 356 Ͷde ciertos sistemas de valores, que pueden –a priori– encontrarse en con-flicto con los posicionamientos adquiridos sobre una agenda pública, cada vez más extensa y heterogénea, provocando disonancias en el sujeto. Se trata de una doble dimensión: los efectos de la desinformación como origen de la crisis de legitimidad democrática y, al mismo tiempo, como soporte y justificación para dar legitimidad a las creencias internas del sujeto. Es una propuesta que –consideramos– puede arrojar luz sobre las consecuencias sociológicas y jurídicas de los desórdenes informativos. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E “FAKE NEWS” Mónica Martinez de Campos Universidade Portucalense - IJP Rui de Morais Damas Universidade Portucalense - IJP RESUMEN Tendo por base o desenvolvimento exponencial que os mecanismos de in-teligência artificial têm tido nos últimos anos e tendo em conta as estraté-gias europeias sobre o combate à desinformação em linha, vimos questio-nar o papel dos mecanismos de inteligência artificial na consolidação, di-vulgação e criação das denominadas “fake news”, bem como o seu papel no combate à desinformação. Muitas das notícias falsas que são veiculadas nas redes sociais, são propagadas e alimentadas de forma quase epidémica por engenhos de inteligência artificial através de comentários, publicações ou outras formas de divulgação de conteúdos. A forma como funcionam as pla-taformas digitais e as aplicações da internet parece estimular a desinfor-mação. Quanto mais “likes”, mais tempo as pessoas permanecerem nas pla-taformas, mais quantidade de reações aos “likes” e mais partilhas de con-teúdos houver, mais relevante o conteúdo se torna e maior será a sua ren-tabilidade para quem o produziu. Nesse contexto, o desafio de produzir in-formação de qualidade torna-se mais premente e intensifica-se a responsa-bilidade daqueles que distribuem os conteúdos produzidos e a dos leitores que, com esta forma de informação e desinformação, deveriam adotar uma postura mais crítica em relação aos conteúdos que recebem. Se o nível de “inteligência” de algumas plataformas digitais revela já capacidade reativa e proactiva, demonstrando um nível de argumentação assinalável e uma ca-pacidade de autoaprendizagem notável, é de questionar se haverá mecanis-mos que identifiquem e limitem a circulação das “fake news” com o objetivo de favorecer a transparência e a credibilidade das fontes de informação. O modelo que está a ser delineado à escala da União Europeia inclui medidas para fechar contas falsas, identificar as mensagens propagadas automatica-mente por “bots” e a constituição de um grupo de verificadores de factos. Questiona-se se é possível ou desejável que a máquina ou o homem tenham poderes para definir o que deve ou não circular de informação na sociedade, e quais os critérios entre a verdade e a mentira, entre a informação e a opi-nião. Podemos estar a pôr em risco o que a internet produziu de melhor – a diversidade das fontes de informação – e a manipular a sociedade e a li-berdade de expressão. As “fake news” constituem uma autêntica ameaça à sociedade e à democracia, mas as medidas tomadas para o combate à des-informação podem dar lugar ao mesmo resultado, ao implicarem uma vi-gilância massiva dos discursos em rede, autocensura e censura.