Perspectiva sobre a formação judiciária na União Europeia
Data
2016-06
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Idioma
Português
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Resumo
A diversidade de ordenamentos jurídicos e judiciários dos respectivos Estados-
Membros e o impacto da legislação da União Europeia no dia-a-dia dos cidadãos e das
empresas é já de tal forma frequente e importante, que torna necessário e indispensável
para protecção dos seus direitos e para a correcta interpretação e aplicação uniforme do
direito da União Europeia, uma formação judiciária adequada que permita obter sólidos
conhecimentos desta área de direito, a todos os profissionais forenses.
Sendo que os juízes nacionais assumem um papel de extrema importância na aplicação
directa do direito comunitário, é-lhes facultado um meio judiciário, o reenvio prejudicial,
através do qual podem suscitar questões ao Tribunal de Justiça da União Europeia,
quanto à interpretação ou aplicação de normas comunitárias. A formação contínua dos
juízes nacionais surge, portanto, como um objectivo de grande importância, mencionado
em domínios específicos, como por exemplo o direito da concorrência, com vista a
assegurar a aplicação eficaz e coerente das regras do direito da UE, para o que são criadas
bases jurídicas próprias. Reconhece-se que a aplicação directa de variadas normas do
direito da União Europeia e pelo crescente reforço do private enforcement dessas normas,
o papel dos tribunais nacionais passa pelo necessário conhecimento e aplicação deste
direito. Pretende-se demonstrar, com comentário crítico especializado, que o incentivo
no estudo deste direito está longe de ser entendido como alcançado.
Palavras-chave
formação judiciária, juiz, Direito da União Europeia, Reenvio prejudicial
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