Contribuições para efetividade das medidas protetivas de urgência aplicadas em situação de violência doméstica e familiar
Files
Date
2019-01-17
Embargo
Authors
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
A Lei 11.340 de 07.08.2006, conhecida como Lei Maria da Penha, criou mecanismos
para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do
§ 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas
as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para
Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, oportunidade em que
introduziu no ordenamento jurídico brasileiro as medidas protetivas de urgência,
instrumentos para pedidos de proteção pelas vítimas. A publicação da Lei Maria da
Penha coincidiu com a queda das ocorrências de crimes contra mulheres no ano
subsequente (2007), entretanto, a partir de 2008, as taxas de homicídio feminino
seguiram crescendo no Brasil. Na busca de respostas sobre como dar melhor
prestação jurisdicional à sociedade no combate ao fenômeno da violência, efetuou-se
estudo da doutrina e legislação relativa à violência doméstica e familiar contra a mulher,
cotejando-se com informações coletadas em pesquisa empírica previamente realizada
na Vara Especial da Mulher de Imperatriz no ano de 2009, analisando-se o
procedimento das medidas protetivas de urgência, observando-se os manejos
adotados pelos órgãos envolvidos. Realizou-se estudo do direito comparado, a
respeito do procedimento das medidas de proteção em outros países, tais como
Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina, da América Latina, e Espanha e Portugal, na
Europa. Utilizou-se a metodologia exploratória, tendo como fontes de informações,
além da bibliografia sobre o tema, documentos e banco de dados públicos. Os dados
foram analisados visando-se encontrar sugestões para garantir resultados mais
eficazes na proteção das mulheres, no sentido de otimizar o alcance do efetivo acesso
à justiça, com sugestões quanto ao procedimento das medidas protetivas de urgência.
Realizou-se apontamentos quanto à natureza jurídica das medidas e consequente
procedimento, quanto à finalidade protetiva desses instrumentos para com as vítimas
e seus familiares, bem como, situações passíveis de ensejar revitimização no campo
institucional, levando-se a um descrédito social quanto às instituições envolvidas e
crença na impunidade, elevando-se os números da violência. Tratou-se, outrossim, da atuação integrada dos órgão da rede de proteção, como o serviço médico de
atendimento e a importância da realização da notificação compulsória prevista na Lei
Federal n. 10.788/2003, nos casos de violência contra a mulher, tendo em vista sua
finalidade informativa, preventiva e viabilizadora de uma maior repressão a este
fenômeno a ser combatido em rede, cujas informações deveriam constar num banco
de dados acessível ao Poder Judiciário. Propõe-se um procedimento judicial
simplificado e específico para as medidas de urgência, com base em princípios da
Lei Maria da Penha, visando torná-las mais céleres e efetivas, menos formais, usando
como analogia, porém de forma adaptada, o procedimento das tutelas de urgência do
Código de Processo Civil, nos moldes do art. 305 e seguinte do CPC, tendo em vista
a omissão quanto ao procedimento das medidas na Lei Maria da Penha, utilizando-se
os princípios constitucionais e ditames contidos nos tratados internacionais dos quais
o Brasil é signatário.
Keywords
Lei Maria da Penha, Violência, Mulher, Medidas protetivas, Procedimento, Efetividade
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Gama, S. F. (2019). Contribuições para efetividade das medidas protetivas de urgência aplicadas em situação de violência doméstica e familiar. (Dissertação de Mestrado), Universidade Portucalense, Portugal. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/2620
Identifiers
TID
202189961
Designation
Mestrado em direito
Access Type
Open Access