A posição sucessória do cônjuge sobrevivo no Direito Português: A propósito da Lei 48/2018, de 14 de Agosto
Date
2019-03-02
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Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados
Language
Portuguese
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SUMÁRIO:
A publicação, em 14 de agosto de 2018, da Lei 48/2018, que veio permitir a celebração de contratos sucessórios
renunciativos entre nubentes, a acrescer aos contratos designativos que já eram permitidos, na convenção antenupcial e
em exceção do disposto no artigo 2028.º, trouxe à ribalta a questão do estatuto sucessório do cônjuge sobrevivo. No
Projeto de Lei 781/XIII, que está na origem da Lei, os proponentes dizem que o regime da sucessão legitimária no direito
civil português tem uma configuração que não foi alterada, no essencial, desde a sua introdução no Código Civil de 1966, e
que se carateriza pela relativa limitação da disposição que cada pessoa pode fazer da sua própria herança, com o objetivo
de assegurar a continuidade dos patrimónios na mesma família consanguínea. A verdade, porém, é que não é exatamente
assim: designadamente, é radicalmente diferente a posição sucessória do cônjuge sobrevivo em 1966 e em 1977 e aquele
objetivo, de assegurar a continuidade dos patrimónios da mesma família consanguínea, que era atingido na redação
originária, deixou de o ser com a reforma. Vale, portanto, a pena revisitar esta evolução histórica mais recente, para
depois analisar a Lei 48/2018 dentro do quadro sistemático do direito das sucessões. É o que procurarei fazer nas próximas
linhas.
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Costa, E. D. (2019, Março 2). A posição sucessória do cônjuge sobrevivo no Direito Português: A propósito da Lei 48/2018, de 14 de Agosto. Direito em Dia: Direito Magazine. Acessível em: https://www.direitoemdia.pt/magazine/show/55. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/2857
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Open Access