Vergonha relativa à orientação sexual e saúde mental em pessoas LGBT+: o papel mediador do autocriticismo

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2024-09-03

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Portuguese

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A literatura salienta o impacto de diversos fatores proximais e distais na saúde mental de minorias sexuais e de género (MSG). Por outro lado, a investigação evidencia o papel nefasto da vergonha e do autocriticismo na saúde mental de diferentes populações. Assim, o principal objetivo deste estudo foi investigar o papel mediador do autocriticismo na relação entre vergonha relativa à orientação sexual e saúde mental em MSG. Adotou-se uma metodologia quantitativa, não-experimental transversal. A amostra do estudo foi composta por 118 participantes, sendo 81 mulheres e 37 homens, 88 identificavam-se como cisgénero e 20 como não binários, 93 portugueses e 24 brasileiros. Os resultados indicaram que participantes com elevados níveis de autocriticismo e de vergonha externa relativa à orientação sexual apresentaram pior saúde mental, enquanto a vergonha interna não teve uma associação significativa com a saúde mental. A análise de mediação revelou que apenas o eu inadequado mediou significativamente a relação entre vergonha externa e a saúde mental. Este estudo destaca a importância de avaliar diferentes formas de vergonha e autocriticismo, bem como de promover intervenções terapêuticas centradas na redução do autocriticismo e a vergonha externa para melhorar a saúde mental desta população.
The literature highlights the impact of various proximal and distal factors on the mental health of sexual and gender minorities (SGM). Additionally, research demonstrates the harmful role of shame and self-criticism on the mental health of different populations. Therefore, the main objective of this study was to investigate the mediating role of self-criticism in the relationship between sexual orientation-related shame and mental health in SGM. A quantitative, cross-sectional, non-experimental methodology was adopted. The study sample consisted of 118 participants, including 81 women and 37 men, with 88 identifying as cisgender and 20 as non-binary, 93 Portuguese, and 24 Brazilian. The results indicated that participants with high levels of self-criticism and external shame related to sexual orientation had worse mental health, while internal shame was not significantly associated with mental health. The mediation analysis revealed that only the inadequate self significantly mediated the relationship between external shame and mental health. This study underscores the importance of assessing different forms of shame and self-criticism, as well as promoting therapeutic interventions focused on reducing self-criticism and external shame to improve the mental health of this population.

Keywords

Autocriticismo, Saúde mental, Vergonha relativa à orientação sexual, Minorias sexuais e de género

Document Type

Master thesis

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Citation

Santos, P. F. (2024). Vergonha relativa à orientação sexual e saúde mental em pessoas LGBT+: o papel mediador do autocriticismo [Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, Universidade Portucalense]. Repositório Institucional UPT. http://hdl.handle.net/11328/5902

TID

203727690

Designation

Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde
Access Type

Open Access

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