Guerra e paz: entre animal político e crítica cosmopolita
Data
2025-11-06
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Editora
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Idioma
Português
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Resumo
Este ensaio propõe uma perspectiva inovadora sobre a guerra, ao defini-la não como prolongamento da agressividade individual e da violência privada, mas como violência pública intergrupal, produto de inteligência e força coletivas. A guerra distingue-se qualitativamente dos conflitos interindividuais, porque pressupõe organização técnico-simbólica, memória e ideologia partilhadas, coordenação estratégica e legitimação política. Assim, rejeita-se a naturalização da guerra e da paz — quer sob a forma de teodiceias, quer de antropologias filosóficas — e se defende a sua contingência histórico-cultural, enquanto processos epigenéticos e técnicos da socialidade humana. Ao construir uma tipologia diferenciada da violência (intergrupal, interindividual, híbrida, unilateral, pseudobélica), o texto oferece uma nova taxonomia que esclarece o sentido específico da guerra como fenómeno motivado, coletivo e contingente. A paz surge, correlativamente, como possibilidade antropológica e jurídica enraizada na autocrítica cívica, na deliberação política e na capacidade cooperativa. O contributo original reside na articulação entre filosofia da guerra e ética/direito cosmopolita, propondo uma reconstrução conceitual das fronteiras e das relações entre violência, guerra e paz.
Palavras-chave
Guerra, Paz, Violência, Filosofia Política, Justiça Cosmopolita
Tipo de Documento
Artigo
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Citação
Jesus, P. R. (2025). Guerra e paz: entre animal político e crítica cosmopolita. Transformação - Revista de Filosofia da Unesp, 48(4), 1-20. https://doi.org/10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025193. Repositório Institucional UPT. https://hdl.handle.net/11328/6904
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TID
Designação
Tipo de Acesso
Acesso Aberto