O Conhecimento, a formação e a auto-aprendizagem como factores impulsionadores do desenvolvimento regional

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2012

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Português

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Resumo

O recente interesse pelo estudo do desenvolvimento regional e mais concretamente das assimetrias decorrentes dos processos de integração económica, que ameaçam levar ao esvaziamento progressivo de territórios competitivos ao nível comunitário, é de particular interesse para Angola. Os alicerces da competitividade angolana, exceptuando os sectores do petróleo e diamantes, são as vantagens comparativas derivadas dos clássicos fatores de produção: mão-de-obra acessível, terra e capital. No novo paradigma da economia do desenvolvimento regional, estas vantagens deixam de ser relevantes, principalmente diante do “novo” factor de produção, o conhecimento. Esta abordagem mais recente é de força capital quando se ambiciona trabalhar numa estratégia de redução das assimetrias regionais do país. No que concerne a este “novo” factor de produção e mais propriamente à educação/formação, não se deve reduzir o espectro da intervenção ao exclusivo financiamento público exceptuando casos relacionados com a promoção da igualdade de oportunidades no acesso à educação. A necessidade de proporcionar percursos de formação que sejam mais do que conjuntos de disciplinas (Baker & Siryk, 1989; Ferreira, 1991), e promover cenários de vivência académica em que os alunos participem activamente na construção da sua formação, estimulando assim a auto-aprendizagem (e.g., Fouad & Smith, 1996; Gainor & Lent, 1998; Hackett, Betz, Casas & Rocha-Singh, 1992; Lapan, Boggs & Morril, 1989; Lent, Brown & Larkin, 1984, 1986; Lent, Lopez & Bieschke, 1991, 1993) são essenciais neste objectivo de desenvolvimento. A produtividade das empresas é um assunto complexo, de difícil compreensão, em que deve emergir sempre o individuo como o essencial neste processo. Já em 1964, Blau e a sua Social Exchange Theory aborda a necessidade de relacionar processos e pessoas, trocas sociais entre chefias e colaboradores maximizando os processos de produtividade nas empresas. Estes processos internos de trocas sociais, que nas organizações existem também a nível formal, através das práticas de gestão de pessoas, como a formação, produzem efeitos nesta produtividade. A formação é um dos processos internos das empresas mais difíceis de compreender a nível de impacto organizacional e individual (Kirkpatrick, 1979) mas a nível de desenvolvimento organizacional e pessoal é aquele que traduz benefícios mais óbvios e directos para o individuo através da passagem de conhecimento. O nosso trabalho tem como base teórica as “theories of regional imbalance”, tendo como representantes mais reconhecidos François Perroux (1955), Hirschman (1957 e 1958), e Kaldor (1967), o Modelo de Causalidade Circular e Cumulativa de Myrdal (1957) e o Modelo de Ajustamento e Bem- Estar sob condições de vida normativas (Lent, Brown & Hackett, 2006). O denominador comum do seu pensamento económico era o de que o livre jogo das forças do mercado não tenderia para o equilíbrio económico interno, mas sim que os “Back-wash effects” (efeitos negativos para a periferia) mais que compensariam os “Spreadwash effects” (efeitos positivos). O factor diferenciador deste trabalho reside na apresentação dessa força impulsionadora do desenvolvimento regional: o “factor de produção” conhecimento/educação e as diferenças espaciais bem como a sub-valorização às quais tem estado sujeito.

Palavras-chave

Desenvolvimento regional, Assimetrias, Produtividade, Auto-aprendizagem, Agentividade pessoal, Formação

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Citação

Lobo, C.A. Costa-Lobo, C., Ferreira, A.T., & Ferreira, L.C. (2012). O Conhecimento, a Formação e a Auto-Aprendizagem como factores impulsionadores do desenvolvimento regional. Workshop sobre Desenvolvimento Sustentável em África, Huambo, Angola, 25.Abr.2012. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/1820

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