A sustentabilidade das salinas: Novas abordagens, novas atividades
Data
2013
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Idioma
Português
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Resumo
As salinas, importantes habitats de substituição (refúgio, alimentação e nidificação), para
diversas espécies de aves, são resultado da intervenção antropogénica em áreas naturais e
desempenham um papel relevante na manutenção dos estuários, permitindo compatibilizar
o desenvolvimento de uma atividade artesanal secular e o desempenho das suas funções
naturais.
Estas estruturas artificiais construídas pelo Homem, com o propósito de produzir sal,
desempenham um papel relevante na evolução dos espaços estuarinos onde estão
implantadas. No passado estas áreas eram utilizadas para a produção exclusiva de sal e a
perspetiva era de uma produção intensiva.
Desde meados do século XX que esta atividade artesanal entrou em declínio em áreas com
condições climatéricas menos favoráveis e portanto também menos atrativas para uma
produção mecanizada. Este contexto suscitou o desaparecimento de todo um conjunto de
património natural, cultural e histórico. A perda de uma salina representa não só uma perda
ecológica e biológica relevante, bem como o desaparecimento de valores socioeconómicos,
culturais e paisagísticos.
A “Ria de Aveiro” é um dos locais onde é visível o crescente abandono das salinas, fruto de
pressões territoriais, alterações do sistema hídrico, falta de mão-de-obra e da concorrência
do sal de produção industrial com um preço de mercado inferior. O abandono de salinas, na
“Ria de Aveiro” tem como consequência a degradação das salinas contíguas bem como o
acréscimo dos custos de manutenção.
A abordagem à problemática do abandono das salinas tradicionais exige o desenvolvimento
de novas estratégias, meios de valorização e rentabilização destas áreas baseados na
capacidade das salinas gerarem um conjunto diversificado de recursos, bem como no
aproveitamento da sua multifuncionalidade, que permitam compatibilizar a atividade
artesanal de produção de sal com novas atividades sustentáveis.
O estudo integrado das novas abordagens e novas atividades nas salinas permite o
desenvolvimento de produtos de valor acrescentado e o desenvolvimento de atividades
sustentáveis que contribuem para a reabilitação de habitats. Esta dinâmica pode promover o
envolvimento da comunidade local, bem como a criação de emprego qualificado, com
repercussões na economia regional, como evidencia o caso da região de Guérande.
Neste artigo pretende-se apresentar o trabalho realizado para o desenvolvimento de meios
dinamizadores da rota “Sal Tradicional Rota do Atlântico”, criada no âmbito do projeto
ECOSAL ATLANTIS
Palavras-chave
Desenvolvimento sustentável, Património natural, Ecoturismo
Tipo de Documento
conferenceObject
Versão da Editora
Dataset
Citação
Martins, F., Silva, A., & Albuquerque, H. (2013). A sustentabilidade das salinas: Novas abordagens, novas atividades. In C. Borrego, A. I. Miranda, L. Arroja, T. Fidélis, E. A. Castro, & A. P. Gomes (Eds.), Repensar o Ambiente: Luxo ou Inevitabilidade? 10ª Conferência Nacional do Ambiente/ XII Congresso Nacional do Ambiente, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal, 6-8 Nov.2013 (pp. 590-595). Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/2777
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Acesso Aberto